A ação da OPAN junto aos Paumari abrange as terras indígenas do Lago do Manissuã (11.230 hectares), Lago
Paricá (15.792 hectares) e Cuniuá (42.828 hectares), na bacia do médio Purus, no Amazonas.
Datam de 1862 as primeiras notícias sobre este povo, que habitava as margens baixas dos rios e os lagos, onde se dedicavam à pesca e à captura de tartarugas. Em contato intenso com as frentes extrativistas, os Paumari foram vítimas de muitas violências e ainda hoje sua população se encontra bastante reduzida.
Breve histórico do Projeto
Desde 1992 a OPAN vem cooperando com o povo Paumari, atendendo demandas nos campos de saúde preventiva e alfabetização, buscando alternativas que fortaleçam sua economia e apoiando a demarcação e a garantia de suas terras.
A invasão de suas terras por regatões (comerciantes que adentram rios e igarapés vendendo ou trocando produtos) e pesqueiros, levou a Equipe da OPAN a propor e incentivar medidas de preservação dos recursos naturais nas terras dos Paumari. No ano de 1998, suas terras foram demarcadas pela FUNAI.
Com apoio do PPTAL, a OPAN realizou em 2000 a campanha “Vamos defender a nossa Terra”, que buscou a organização para a preservação dos recursos naturais e medidas de esclarecimento e pressão para ampliação das terras já demarcadas.
Em 2001 a OPAN e o PPTAL assinaram um convênio para a execução de um plano de fiscalização e vigilância destas terras indígenas Paumari, com o intuito de capacitar as comunidades indígenas em atividades de proteção e defesa de seus territórios.
O presente: ações em curso
Atualmente, o trabalho com este povo indígena se insere no âmbito do Projeto Aldeias - Conservação na Amazônia Indígena.